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17 março 2016

DOENÇA OU MEDIUNIDADE?

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, na coletânea de preces espíritas,
Kardec inseriu uma prece para os médiuns, e a prefacia com alguns parágrafos
bastante esclarecedores sobre o que é a mediunidade e para que serve o médium.
Reproduzimos aqui alguns trechos a fim de iniciar nossas reflexões sobre o
tema que desejamos abordar.

"Nos últimos tempos, diz o Senhor, espalharei do meu Espírito sobre toda
carne; vossos filhos e filhas profetizarão; vossos jovens terão visões e vossos
velhos, sonhos. Nesses dias, espalharei do meu Espírito sobre os meus servidores
e servidoras, e eles profetizarão. (Atos, 2:17 e 18.)"

"Quis o Senhor que a luz se fizesse para todos os homens e que em toda a
parte penetrasse a voz dos Espíritos, a fim de que cada um pudesse adquirir a
prova da imortalidade. Com esse objetivo é que os Espíritos se manifestam hoje
em todos os pontos da Terra e a mediunidade se revela em pessoas de todas as
idades e de todas as condições, nos homens como nas mulheres, nas crianças
como nos velhos. É um dos sinais de que se cumprem os tempos preditos.
Para conhecer as coisas do mundo visível e descobrir os segredos da
Natureza material, outorgou Deus ao homem a vista corpórea, os sentidos e
instrumentos especiais. Com o telescópio, ele mergulha o olhar nas profundezas
do espaço, e, com o microscópio, descobriu o mundo dos infinitamente pequenos.
Para penetrar no mundo invisível, deu-lhe a mediunidade.

Os médiuns são os intérpretes encarregados de transmitir aos homens os
ensinos dos Espíritos; ou, melhor, são os órgãos materiais pelos quais os Espíritos
se exprimem para se tornarem inteligíveis aos homens. Sua missão é santa, pois
ela tem por objetivo abrir os horizontes da vida eterna. (…)

"Como intérpretes do ensino dos Espíritos, os médiuns têm papel importante
na transformação moral que se opera; os serviços que eles podem prestar estão
em razão da boa diretriz que dão à sua faculdade, porque os que estão numa má
via são mais nocivos do que úteis à causa do Espiritismo. Pelas más impressões
que produzem, mais de uma conversão eles retardam. É por isso que ser-lhes-á
pedido conta do uso que fizeram de um dom que lhes foi concedido para o bem de
seus semelhantes.”1

O que significam estas palavras do Evangelho: “Derramarei do meu espírito
sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão; os vossos
jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos? Não é a predição da
mediunidade dada a todo o mundo, mesmo às crianças, e que se realiza em
nossos dias? 2

1 O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII - Coletânea de preces espíritas - I - Preces
gerais - Para os médiuns, itens 8 e 9

2 O Céu e o Inferno - Primeira Parte - Doutrina, cap. X - Intervenção dos demônios nas
manifestações modernas, item 8

(…) "É a predição inequívoca da vulgarização da mediunidade, que
presentemente se revela em indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e
de todas as condições; a predição, por conseguinte, da manifestação universal dos
Espíritos, pois sem os Espíritos não haveria médiuns. Isso, conforme está dito,
acontecerá nos últimos tempos; ora, visto que não chegamos ao fim do mundo,
mas, ao contrário, à época da sua regeneração, devemos entender aquelas
palavras como indicativas dos últimos tempos do mundo moral que chega a seu
termo. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXI.)

22 fevereiro 2015

O QUE SE PASSA COM O ESPIRITO NO ESTADO DE COMA?

Pergunta: O que se passa com os espíritos encarnados cujos corpos ficam meses, e até mesmo anos, em estado vegetativo (coma)?

Emmanuel - Seu estado será de acordo com sua situação mental. Há casos em que o espírito permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que permita receber auxílio dos Benfeitores espirituais. São Pessoas, em geral, muito apegadas à vida material e que não se conformam com a situação.

Em outros casos, os espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico, por intermédio do perispírito, dispõem de uma relativa liberdade. Em muitas ocasiões, pessoas saídas do coma descrevem as paisagens e os contatos com seres que os precederam na passagem para a Vida Espiritual. É comum que após essas experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, reavaliando seus valores íntimos.
Em qualquer das circunstâncias, o Plano Espiritual sempre estende seus esforços na tentativa de auxílio. Daí a importância da prece, do equilíbrio, da palavra amiga e fraterna, da transmissão de paz, das conversações edificantes para que haja maiores condições ao trabalho do Bem que se direciona, nessas horas, tanto ao enfermo como aos encarnados (familiares e médicos).

EMMANUEL
(Do livro “Plantão De Respostas “ – Francisco Cândido Xavier, Pinga Fogo)

30 setembro 2010

No Reino Doméstico

"Os hospitais, e principalmente os manicômios, apresentam significativo número de enfermos que não passam de mutilados espirituais dessa guerra terrível e incruenta, na trincheira mascarada sob o nome de lar..."


NO REINO DOMÉSTICO
Irmão X

Você, meu amigo, pergunta que papel desempenhará o Espiritismo, na ciência das relações sociais, e, muito simplesmente, responderei que, aliado ao Cristo, o nosso movimento renovador é a chave da paz, entre as criaturas.

Já terá refletido, porventura, na importância da compreensão generalizada, com respeito à justiça que nos rege a vida, e à fraternidade que nos cabe construir na Terra?

A sociologia não é a realização de gabinete. É obra viva que interessa o cerne do homem, de modo a plasmar-lhe o clima de progresso substancial.
Reporta-se você ao amargo problema dos casamentos infelizes, como se o matrimônio fosse o único enigma na peregrinação humana, mas se esquece de que a alma encarnada é surpreendida, a cada passo, por escuros labirintos na vida de associação.

Habitualmente, renascem juntos, sob os elos da consangüinidade, aqueles que ainda não acertaram as rodas do entendimento, no carro da evolução, a fim de trabalharem com o abençoado buril da dificuldade sobre as arestas que lhes impedem a harmonia. Jungidos à máquina das convenções respeitáveis, no instituto familiar, caminham, lado a lado, sob os aguilhões da responsabilidade e da traição, sorvendo o remédio amargoso da convivência compulsória para sanarem velhas feridas imanifestas.

E nesse vastíssimo roteiro de Espíritos em desajuste, não identificaremos tão somente os cônjuges infortunados. Além deles, há fenômenos sentimentais mais complexos. Existem pais que não toleram os filhos e mães que se voltam, impassíveis, contra os próprios descendentes. Há filhos que se revelam inimigos dos progenitores e irmãos que se exterminam dentro do magnetismo degenerado da antipatia congênita, dilacerando-se uns aos outros, com raios mortíferos e invisíveis do ódio e do ciúme, da inveja e do despeito, apaixonadamente cultivados no solo mental.

Os hospitais e principalmente os manicômios apresentam significativo número de enfermos, que não passam de mutilados espirituais dessa guerra terrível e incruenta na trincheira mascarada sob o nome de lar. Batizam-nos os médicos com rotulagens diversas, na esfera da diagnose complicada; entretanto, na profundeza das causas, reside a influência maligna da parentela consanguínea que, não raro, copia as atitudes da tribo selvagem e enfurecida. Todos os dias, semelhantes farrapos humanos atravessam os pórticos das casas de saúde ou da caridade, à maneira de restos indefiníveis de náufragos, perdidos em mar tormentoso, procurando a terra firme da costa, através da onda móvel. Não tenha dúvida.

O homicídio, nas mais variadas formas, é intensamente praticado sem armas visíveis, em todos os quadrantes do Planeta.
Em quase toda a parte, vemos pais e mães que expressam ternura, ante os filhos desventurados, e que se revoltam contra eles toda vez que se mostrem prósperos e felizes. Há irmãos que não suportam a superioridade daqueles que lhes partilham o nome e a experiência, e companheiros que apenas se alegram com a camaradagem nas horas de necessidade e infortúnio.
Ninguém pode negar a existência do amor no fundo das multiformes uniões a que nos referimos. Mas esse amor ainda se encontra, à maneira do ouro inculto, incrustado no cascalho duro e contundente do egoísmo e da ignorância que às vezes, matam sem a intenção de destruir e ferem sem perceber a inocência ou a grandeza de suas vítimas.
Por isso mesmo, o Espiritismo com Jesus, convidando-nos ao sacrifício e à bondade, ao conhecimento e ao perdão, aclarando a origem de nossos antagonismos e reportando-nos aos dramas por nós todos já vividos no pretérito, acenderá um facho de luz em cada coração, inclinando as almas rebeldes ou enfermiças à justa compreensão do programa sublime de melhoria individual, em favor da tranqüilidade coletiva e da ascensão de todos.

Desvelando os horizontes largos da vida, a Nova Revelação dilatará a esperança, o estímulo à virtude e a educação em todas as inteligências amadurecidas na boa vontade, que passarão a entender nas piores situações familiares pequenos cursos regenerativos, dando-se pressa em aceitá-los com serenidade e paciência, de vez que a dor e a morte são invariavelmente os oficiais da Divina Justiça, funcionando com absoluto equilíbrio, em todas as direções, unindo ou separando almas, com vistas à prosperidade do Infinito Bem. Assim, pois, meu caro, dispense-me da obrigação de maiores comentários, que se fariam tediosos em nossa época de esclarecimento rápido, através da condensação dos assuntos que dizem respeito ao soerguimento da Terra. Observe e medite.


E, quando perceber a imensa força iluminativa do Espiritismo Cristão, você identificará Jesus como sendo o Sociólogo Divino do Mundo, e verá no Evangelho o Código de Ouro e Luz, em cuja aplicação pura e simples reside a verdadeira redenção da Humanidade.



(Do livro "Luz no Lar", pelo Espírito Irmão X, Francisco C. Xavier, Espíritos Diversos)




17 setembro 2010

As doenças e a espiritualidade

A doença não é uma causa, mas sim uma consequência que é proveniente das
energias negativas que circulam nos nossos dois organismos – no corpo espiritual e no corpo físico.

O espírito André Luiz explica que “assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que intoxicam os seus tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que o degradam e que se refletem nas células materiais”
  
Há três gêneros de doenças: físicas, espirituais e por atração ou simbiose.

As doenças físicas são distúrbios provocados, entre outros, por algum acidente, por um excesso de esforço ou por um exagero alimentar, o que faz com que um ou mais órgãos não funcionem como deve ser, criando uma indisposição orgânica.

As doenças espirituais são provenientes das nossas vibrações e ficam a dever-se à acumulação no nosso perispírito de energias nocivas que vão gerar uma auto-intoxicação fluídica. Quando estas energias descem para o organismo físico, criam um campo energético favorável à instalação de doenças que afetam todos os órgãos vitais, como o coração, o fígado, os pulmões, o estômago, etc., trazendo com elas uma fieira de sofrimentos.

As energias nocivas causadas pelas doenças espirituais, podem ter origem nas reencarnações anteriores e enquanto não forem drenadas, mantêm-se no  perispírito doente.

Em cada reencarnação – ao nascermos ou já na vida intra-uterina – podemos trazer conosco os efeitos das energias nocivas que estão gravadas no nosso perispírito e estes mesmos efeitos irão agravar-se se acumularmos mais energia negativa na atual reencarnação. Enquanto estas energias continuarem a estar no perispírito, a cura total não se dará.

Quanto às doenças por atração ou simbiose, são aquelas que chegam até nós devido à sintonização que fazemos com fluidos negativos.
O que é que uma pessoa colérica, que está sempre a vibrar maldades e pestilências, pode atrair, senão a mesma coisa? Esta atração gera uma simbiose energética, a qual, pela via fluídica, provoca no encarnado a sensação de que está a sofrer de uma doença que, na verdade, a quem está a afetar é ao organismo do espírito que está ligado energeticamente a esse encarnado, dando-lhe a sensação de que é ele que está doente, pois sente todos os sintomas que o espírito sente.

 É o que se passa quando uma pessoa vai ao médico e este nada lhe encontra…

André Luiz afirma que “se a mente encarnada ainda não conseguiu disciplinar e
dominar as suas emoções e, pelo contrário, alimenta paixões (ódio, inveja e/ou idéias de vingança), ficará sintonizada com os irmãos do plano espiritual inferior que vão emitir fluidos malsãos para impregnar o perispírito do encarnado e intoxicá-lo com estas emissões mentais, podendo levá-lo à doença.”

Nos seus tratados didáticos, a Medicina explica que desde o nascimento físico
existem no organismo humano micróbios, bacilos, vírus e bactérias, que são capazes de produzirem várias doenças humanas. Graças à quantidade ínfima de cada tipo de vida microscópica existente, não causam incômodos, doenças ou afecções mórbidas, pois são impedidos de terem uma proliferação além da “quota mínima” que o corpo humano pode suportar sem que adoeça.
No entanto, quando estes germens, motivados pela presença de energias nocivas no corpo físico, ultrapassam o limite de segurança biológica fixado pela sabedoria da Natureza, começam a proliferar e a destruir os tecidos do seu próprio “hospedeiro”.

Saindo em ondas sucessivas das estruturas energéticas do perispírito em direção ao corpo físico, estas irradiações nocivas criam áreas específicas, onde se instalam e desenvolvem as vidas microscópicas encarregues de produzirem os fenômenos que serão compatíveis com o quadro das necessidades morais do indivíduo. Estas vidas microscópicas alimentam-se das energias nocivas que chegam ao corpo físico, conseguindo multiplicar-se muito rapidamente e, por consequência, causando as doenças.
A recuperação do espírito doente só se consegue, mediante a eliminação da carga tóxica de que está impregnado o seu perispírito.

Assim e como consequência deste determinismo, o corpo físico que vestimos nesta encarnação ou outro qualquer que tenhamos numa reencarnação futura, terá inevitavelmente que ser o dreno ou a válvula de escape para eliminar os fluidos nocivos que nos intoxicam e que nos impedem de caminhar firmemente pela estrada da evolução.

Durante a purificação do perispírito, as toxinas psíquicas encaminham-se para os tecidos, órgãos e zonas do corpo físico, provocando as disfunções orgânicas a que damos o nome de doenças.

Quando o espírito não consegue eliminar todo o conteúdo venenoso do seu
perispírito durante uma existência física, vai acordar no Além sobrecarregado de energia primária, densa e hostil. Neste caso e devido à Lei dos “Pesos Específicos”, pode ir ter às zonas pantanosas do Umbral, onde vai ser submetido à terapia de purga obrigatória no lodo absorvente. Assim, a pouco e pouco, vai-se livrando das excrescências, nódoas, venenos e “crostas fluídicas”, que nasceram no tecido do seu perispírito por causa dos atos indisciplinados que cometeu na matéria.

Não prega o conformismo, é de todo em todo lícito procurar-se a medicina terrestre que pode aliviar muito e até curar, onde tal for permitido por Deus. Se a misericórdia divina pôs os remédios ao nosso alcance é porque podemos e devemos utilizá-los para combater as energias nocivas que emigraram do
perispírito para o nosso corpo físico, mas não devemos esquecer-nos que os remédios alopáticos [os tradicionais] combatem apenas os efeitos da doença. Umas vezes, as doenças exigem tratamentos prolongados; outras, é preciso ir-se até à mesa de operações, mas seja qual for o processo, tudo faz parte da Lei de “Causa e Efeito”, que nos tenta despertar para a reforma moral através deste meio doloroso.

As medidas profiláticas relativas às doenças, têm que começar pela conduta mental, exteriorizando-se depois na atuação moral – conceito muito bem refletido na antiga máxima romana “mens. sana in corpore sano” [mente sã em corpo são].

Os máximos responsáveis pela convocatória de energias primárias e nocivas que adoecem o homem são os estados de indisciplina, que dão origem às reações do perispírito contra o corpo físico. Sentimentos tais como o orgulho, a avareza, o ciúme, a vaidade, a inveja, o egoísmo, a calúnia, o ódio, a vingança, a luxúria, a cólera, a maledicência, a intolerância, a hipocrisia, a amargura, a tristeza, o amor-próprio ofendido e o fanatismo religioso, assim como as consequências nefastas das paixões ilícitas ou dos vícios perniciosos, são geradores de energias nocivas.

Em resumo, a causa das doenças está na leviandade com que o homem encara a sua relação com a vida.

Portanto, as soluções superficiais são enganosas. É preciso lutar-se contra todas as aflições, mas que ninguém conte com “milagres”…

Por outras palavras, para se conseguir a cura integral de uma doença, é preciso que pensamento e atuação estejam sempre dentro daquilo que são os ensinamentos cristãos.