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12 abril 2013

A PSICOLOGIA DO ESPIRITO

O desafio de apresentar uma psicologia do Espírito é por de mais audacioso, principalmente considerando os limites da percepção humana. Porém, é preciso tentar romper as barreiras provocando o próprio Espírito a fim de que decrete sua liberdade e a ampliação da “visão” sobre si mesmo.
Não se trata de rever o “olhar” humano sobre si mesmo, mas de buscar um outro ângulo de percepção. Os séculos de predomínio da “visão”, tendo o corpo como identidade e a matéria como paradigma, não permitiram que se buscasse mudar o foco, isto é, deixar de tentar encontrar o espírito na intimidade da matéria para se perceber um Espírito que a usa.
... O campo do Espiritismo, pela “visão” mais ampla, oferece possibilidades de se encontrar uma compreensão mais essencial do Espírito. Considero que é possível à Ciência chegar às mesmas conclusões do Espiritismo, porém é necessário que ela abdique da visão do corpo, qual Tirésias que, mesmo cego do corpo, apresenta suas percepções transcendentes diante dos deuses.
...Embora não haja limites para o saber, compreendo que o há para minha capacidade de entender o Universo, a Vida e o Espírito. Quanto mais nos debruçarmos sobre nós mesmos, mais cedo encontraremos o deus que mora em nós e ao Criador da Vida. Por esse motivo não alcancei a totalidade da compreensão sobre o significado essencial do Espírito.
...É necessário avançarmos na direção do Espírito e na busca da superação dos próprios limites de percepção. Entender-se Espírito é tão ou mais importante quanto perceber o espírito.
Independentemente das conceituações expressas ao longo da história do ser humano e das definições que foram dadas sobre ele mesmo, há que se considerar a maravilha que é sua realidade e a beleza de sua existência. Acima de tudo e de todas as concepções sobre o ser humano, ele é a alma de Deus.
...Quando me refiro a Espírito não estou me referindo à pessoa desencarnada portadora de uma personalidade e perispiritualmente constituída. Estou analisando o ser em si; aquilo que constitui a parte não material e não perispiritual do ser; ao que, na questão 23 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, consta como “O princípio inteligente do Universo.

O Espírito, enquanto ser que sobrevive à morte,
dotado de personalidade singular, se encontra atualmente
assumindo sua cidadania nas ciências acadêmicas. Sua existência, provada e tornada consciente pelos estudiosos da alma humana, agora necessita ser compreendida em sua intimidade. A Psicologia do Espírito pretende avançar em busca da essência divina e de sua constituição.
Dotado de capacidades múltiplas, na maioria desconhecidas, o Espírito tem sua estrutura subdividida pela ciência e pelo próprio ser humano quando quer entender-se a si mesmo. A grande maioria das capacidades do Espírito é transferida para o cérebro e demais partes do corpo humano ,sem que se tenha o cuidado de comprovar ou de dar-se ao trabalho de testar outras hipóteses até mais consistentes.


Adenáuer Novaes

26 dezembro 2011

NOSSAS ESCOLHAS


No estado errante, antes de nova existência corpórea, o Espírito escolhe o gênero de provas que deseja sofrer; nisto consiste o seu livre arbítrio, porém, nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi Ele quem estabeleceu todas as leis que regem o universo. Sendo assim, podemos nos perguntar por que Ele fez tal lei em vez de tal outra! Ora, dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas conseqüências; nada lhe estorva o futuro; o caminho do bem está à sua frente, como o do mal. Mas se sucumbir, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi mal feito. Por isso, é necessário distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é da vontade do homem. Se um perigo nos ameaça, e não fomos nós que o criamos, mas Deus, contudo, tivemos a vontade de nos expormos a ele, porque o consideramos um aprendizado, um meio de adiantamento; e assim Deus o permitiu. (LE – 258)



27 julho 2011

CURA ESPIRITUAL


Os remédios atuam sobre o corpo físico ou encarnado, sendo portanto somente paliativos, já que curam os efeitos, mas não as causas das doenças. O problema de curar a doença, é como já dissemos, e bem sabemos, curar a sua causa ou curar o Ser Espiritual. 

Para o espírito regenerar-se ou curar-se, é preciso muitas vezes, a atuação ou ajuda espiritual, através da prece, da bioenergia, da doutrinação dos desencarnados que ora se ligam ou são atraídos pelo indivíduo. Todos estes fatores atuam sobre o perispírito, e auxiliam a cura do Ser Espiritual. Mas, a cura do Ser espiritual, a um nível mais profundo, requer ainda um pouco mais - requer uma mudança de atitude, de personalidade manifesta, do consciente e do subconsciente. Requer, portanto uma mudança profunda e definitiva! 

A cura espiritual segue-se a cura do corpo, já que o corpo reflete o espírito. 

Assim, a cura radical ou integral, é a cura do causa da doença e dos seus efeitos, que somente é obtida com a mudança radical daqueles aspectos desencadeadores da doença ou seja, com a renovação do indivíduo. 
Rejane de Santa Helena