11 julho 2011

EM TORNO DO SEXO



                 Diz “O Livro dos Espíritos”, item 201, que “são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres”. 

          Atendendo à soma das qualidades adquiridas nas múltiplas encarnações, o Espírito revela-se, no Plano Físico, pelas tendências que registra nos recessos do ser, tipificando-se na condição de homem ou de mulher, conforme as tarefas que lhe cabe realizar.  

             O sexo se define, assim, por atributo não apenas respeitável, mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, a que devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais. 

           É um despropósito subtrair as manifestações do sexo aos seres humanos, a pretexto de elevação compulsória, porque as sugestões da erótica se entranham na estrutura da alma. De igual modo, seria absurdo deslocá-lo de sua posição venerável, a fim de arremessá-lo às aventuras menos dignas, com a desculpa de garantir-lhe a libertação. 

           Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Por isso, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. 

            Todos os compromissos na vida sexual estão subordinados à Lei de Causa e Efeito, e, segundo esse princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, assim nos será dado.

06 julho 2011

AUTO-ENCONTRO


Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.
Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.
Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.
Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.
Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.
Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.
A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.
Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.
Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânino, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.
Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.
Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.
Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.
  Joanna de Ângelis.

04 julho 2011

A GRANDE PERGUNTA

 
E por que me chamais Senhor,
Senhor, e não fazeis o que eu digo?
- Jesus. (LUCAS, 6:46)
Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.
Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.
É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.
Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.
Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.
Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.
É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

30 junho 2011

AO LEVANTAR-SE


Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.
Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de
retomar as próprias atividades.
Levante-se com calma.
Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam
em tempo algum.
Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe.

 ANDRÉ LUIZ

28 junho 2011

MERECIMENTO E NECESSIDADE


Em o livro dos médiuns capítulo XIV , Allan Kardec pergunta aos bons mensageiros : " Podemos obter curas somente pela prece?"- " sim , ás vezes Deus nos permite; mas talvez o bem do doente seja o de sofrer ainda e então vós pensais que a prece não fora ouvida". 

Como mostra a resposta dos Espíritos a Kardec , apesar da prece ter enorme poder curativo entende-se, nem todos os doentes poderem ou merecerem ser curados da forma que desejam , caso não haja a reforma de seus hábitos e costumes , o que implica merecimento e necessidade. Ás vezes a doença é uma dávida na vida daquele que suporta , sendo o escudo para quem impeça outros transtornos na vida da pessoa.

A literatura Espírita relata um exemplo que ilustra fielmente essa colocação: é a história de um rapaz que , sofrendo de grave doença , vive preso ao leito , impedido de sair ás ruas e se movimentar sozinho. A mãe desencarnada, vendo o sofrimento do filho, e acreditando em sua fé, solicita à espiritualidade maior, uma intervenção na vida do rapaz , que ao receber a dávida divina da cura , escolhe retomar os antigos vícios e paixões, principais responsáveis pela sua doença. Dessa forma, mais uma vez acabou preso ao leito dependendo de outras pessoas para ampará-lo . Assim que a mãe, embora sofresse , entendeu que a dor do filho naquele momento era o bem maior de que precisava. 

Cada paciente responde de uma forma diferente ao tratamento, que implica , não somente , na fé e no merecimento , mas também na mudança de conduta do paciente tratado. As causas das doenças podem ser espirituais como decorrentes de uma obsessão, cármicas ou físicas. O processo de cura dependerá do direcionamento que cada pessoa dará à sua vida após o tratamento. É bom lembrar que o perdão, a reforma íntima e a adoção de hábitos saudáveis são imprescindíveis em um tratamento espiritual, mudança no físico e no espírito.
Fonte: Forum Espirita

25 junho 2011

Predominância da matéria sobre o Espírito.

Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más paixões conseqüentes. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Nem todos são essencialmente maus, em alguns, há mais leviandade. Uns não fazem o bem, nem o mal, mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, revelam a sua inferioridade. Outros, pelo contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-la. Podem aliar a inteligência à maldade ou à malícia: mas, qualquer que seja o seu desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e os seus sentimentos mais ou menos abjetos. Os seus conhecimentos sobre as coisas do mundo espírita são limitados, e o pouco que sabem a respeito se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corpórea. Não podem dar-nos mais do que noções falsas e incompletas daquele mundo, mas o observador atento encontra freqüentemente, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas. a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores. O caráter desses Espíritos se revela na sua linguagem. Todo Espírito que, nas suas comunicações, trai um pensamento mau, pode ser colocado na terceira ordem, por conseguinte, todo mau pensamento que nos for sugerido provém de um Espírito dessa ordem. Vêem a felicidade dos bons, e essa visão é para eles um tormento incessante, porque lhes faz provar as angústias da inveja e do ciúme. Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea, e essa impressão é freqüentemente mais penosa que a realidade. Sofrem, portanto, verdadeiramente, pelos males que suportarem e pelos que acarretaram aos outros, e como sofrem por muito tempo, julgam sofrer para 'sempre. De us, para os punir, quer que eles assim pensem. Podemos dividi-los em cinco classes principais. 
Caminhos de luz


18 junho 2011

CHAMAMENTO AO AMOR

"... E à ciência temperança, e à temperança paciência e
à paciência piedade." - Pe dro. (II PEDRO, 1: 6.)
Aprender sempre, instruir-nos, abrilhantar o pensamento, burilar a palavra,, analisar a verdade e procurá-la são atitudes de que, efetiv amente, não podemos prescindir, se aspirarmos à obtenção do conhecimento elevado; entretanto, milhões de talentosos obreiros da evolução terrestre, nos séculos que se foram, esposaram a cultu ra intelectual, em sentido único, e fomentaram opressões que culminaram em pav orosas guerras de extermínio.
Incapazes de controlar apetites e paixões, desvairaram-se na corrida ao poder, encharcando a terra com o sangue e o pranto de quantos lhes foram vítimas das ambições desregradas.
Toda grandeza de inteligência exige moderação e equilíbrio para não desbordar-se em devassidão e loucura.
Ainda assim, a temperança e a paciência, por si só, não chegam para enaltecer o lustre do cérebro.
A própria diplomacia, aliás sempre venerável, embora resida nos cimos da suavidade e da tolerância, pelos gestos de sobriedade e cortesia com que se manifesta, em muitos casos não é senão a arte de contemporizar com o rancor existente entre as nações, segurando, calma, o estopim do ódio e da belicosidade para a respectiva explosão, na época que julga oportuna a calamitosas conflagrações.
O apontamento do Ev angelho, no entanto, é claro e prec iso.
Não v ale a ciência sem temperança e toda temperança pede paciência para ser prov eitosa, mas para que esse trio de forças se levante no campo da alma, descerrando-lhe o suspirado acesso aos mundos superiores, é necessário que o amor esteja presente,
a enobrecer-lhes o impulso, de vez que só o amor dispõe de luz bastante para clarear o pres ente a santificar o porvir.

Caminho da Luz